Brasil terá nova classificação hoteleira em outubro
Em outubro, o Brasil vai conhecer seu novo sistema oficial de classificação de meios de hospedagem. O anúncio foi feito pelo diretor de Estruturação, Articulação e Ordenamento Turístico do Ministério do Turismo (MTur), nesta quarta-feira (18), no Rio de Janeiro (RJ), durante o Congresso Nacional de Hotéis (Conotel 2010).
A nova classificação, que foi uma das exigências do Comitê Olímpico Internacional (COI), prevê sete tipos de meios de hospedagem – hotel, pousada, hotel-fazenda, hotel histórico, cama & café, flat e resort. O sistema foi construído após uma análise da experiência de 24 países e de forma participativa, durante oficinas que contaram com a participação de empresários, acadêmicos e sociedade civil.
A adoção do sistema terá caráter voluntário. No entanto, o registro no cadastro oficial de prestadores de serviços turísticos do MTur (Cadastur) é um requisito obrigatório para a classificação. “A base das matrizes são infraestrutura, serviços e sustentabilidade. Acredita-se que este será um instrumento de comunicação com o turista e o mercado.
A validade será de três anos, diferente do sistema anterior, de 1990, que previa a renovação anual. O sistema também não prevê pontuação. Os meios de hospedagem classificados serão identificados por estrelas e deverão atender a itens mandatários (obrigatórios) ou eletivos (flexíveis). Para receber a classificação, o equipamento deverá cumprir todos os requisitos obrigatórios e 30% dos eletivos.
Disponível em: http://www.turismo.gov.br/turismo/noticias/todas_noticias/20100818-5.html
(postado por Josi Lima)
A nova classificação, que foi uma das exigências do Comitê Olímpico Internacional (COI), prevê sete tipos de meios de hospedagem – hotel, pousada, hotel-fazenda, hotel histórico, cama & café, flat e resort. O sistema foi construído após uma análise da experiência de 24 países e de forma participativa, durante oficinas que contaram com a participação de empresários, acadêmicos e sociedade civil.
A adoção do sistema terá caráter voluntário. No entanto, o registro no cadastro oficial de prestadores de serviços turísticos do MTur (Cadastur) é um requisito obrigatório para a classificação. “A base das matrizes são infraestrutura, serviços e sustentabilidade. Acredita-se que este será um instrumento de comunicação com o turista e o mercado.
A validade será de três anos, diferente do sistema anterior, de 1990, que previa a renovação anual. O sistema também não prevê pontuação. Os meios de hospedagem classificados serão identificados por estrelas e deverão atender a itens mandatários (obrigatórios) ou eletivos (flexíveis). Para receber a classificação, o equipamento deverá cumprir todos os requisitos obrigatórios e 30% dos eletivos.
Disponível em: http://www.turismo.gov.br/turismo/noticias/todas_noticias/20100818-5.html
(postado por Josi Lima)





Sabemos que a certificação para o turismo e o setor hoteleiro traria não só facilidades para o país e países que atuam nesta atividade dentro do Brasil, mas como o aumento da competitividade que se desencadearia, a busca da melhoria e o aperfeiçoamento da qualidade dos serviços e operações do setor seriam crescentes. Ademais, seria um incentivo para o surgimento de novos produtos turísticos e o aumento da produtividade, além, da inserção de novas tecnologias e a constante busca da excelência da atividade turística como um todo.
Todavia, o próprio processo de classificação e certificação do setor hoteleiro já se mostra limitado, visto que o próprio setor e a atividade turística são heterogêneos e a maioria dos estabelecimentos ainda possui uma visão tradicional da administração, onde não se valoriza o capital humano – RH (que se trabalha com os sentimentos, necessidades, expectativas, qualificação e desenvolvimento de seus funcionários/profissionais/colaboradores) e muito menos pensa em equipes multidisciplinares e multifuncionais.
Este problema é, também, muito visível quando verificamos que no setor de meios de hospedagem, no Brasil, 70% é de pequeno porte e micro empresas. Não precisa ser vidente para entender que a maioria dessas empresas possui uma administração familiar e uma grande ausência de conhecimento e qualificação profissional atuando com ou na informalidade.
Outrossim, muitos se auto-classificam e não se interessam em buscar uma certificação aprovada pela ABIH, prejudicando não só a qualidade mas, a confiabilidade de seus serviços prestados – sabemos também que a burocracia no país é um dos obstáculos. Essas atitudes dificultam ainda mais uma normalização única e uma tentativa de uniformidade dentro do setor.
Sabemos, também, que a multidimensionalidade a qual a atividade turística se configura dificulta o mesmo processo, já que se constrói um paradoxo entre turismo e meio ambiente, e uma pressão social crescente pelos critérios da sustentabilidade que notadamente é encarado por muitos como apenas mais uma ferramenta de marketing promocional e não dando o real valor a significância do termo, pois este abre novas discussões como a capacidade de carga que se desencontra com as segmentações mais praticadas no país – turismo sol e mar e massa.
Com a visibilidade do Brasil decorrente do mundial Copa do Mundo 2014 e Jogos Olímpicos 2016 surgem preocupações de obter o setor a um padrão de excelência e investir em melhorias em diversos níveis para atender ás expectativas dos visitantes e adequar os produtos e serviços ao padrão internacional. Estas preocupações incluem obras de infra-estrutura, a qualificação dos pequenos meios de hospedagem (com a parceria entre o Sebrae Nacional e a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira - ABIH, com investimentos previstos de R$ 3,3 milhões, a ser implantado em setembro em todo o País e com a meta de beneficiar 1.280 empreendimentos), projetos como o Bem Receber Copa que objetiva o treinamento de 300.000 profissionais do turismo entre outros.
Vale ressaltar que o Brasil corre contra o tempo, pois, tudo tem que estar pronto para a Copa das Confederações em 2013.
Esperamos que na década que o mundo estará olhando para o nosso país, ele saiba encarar este momento como uma grande oportunidade para corrigir seus erros e mudar se projetando e consolidando a sua a atividade turística trazendo bons frutos a sua população.
(Josi Lima)
É isso mesmo Josi, você abordou todos os assuntos que se relacionam com essa problemática de classificação hoteleira no Brasil: a falta de qualificação do RH nesse setor, a imprudência de boa parte dos proprietários de empreendimentos hoteleiros e a dualidade existente por trás do termo sustentabilidade (consciência ecológica versus marketing).
Mas, é bom salientar também que o Brasil pode seguir bons exemplos referentes à essa questão encarada por outros países e que deram certo. No entanto, transferindo-os à sua realidade. Exemplo disso é o caso da Espanha, assunto abordado na palestra realizada no auditório do CTG, sexta-feira (27), pela Professora Karina Solha.
Já em relação aos eventos que serão aqui realizados, é preciso aplicar corretamente os recursos que estão sendo oferecidos e sanar o mais rápido possível as barreiras que dificultam tal questão enfrentada por nosso país, sobretudo o que se refere à sustentabilidade. (Weruska Mandela)
De fato a nova certificação hoteleira vem atender às necessidades cada vez mais exigentes, do mercado e dos próprios hóspedes. A consolidação da hierarquização por estrelas vêm gerando expectativas e tende a tornar-se uma ótima ferramenta para que os estabelecimentos busquem vantagem competitiva em relação aos seus concorrentes. Além claro, de se tornar um instrumento comercial bastante interessante na vista dos clientes/hóspedes.
Desta maneira, a apresentação de um certificado de classificação vem oferecer aos hóspedes a caracterização do estabelecimento, assim como a comprovação de que naqueles estabelecimentos, estão sendo satisfeitas suas expectativas com relação ao padrão de higiene, segurança e sustentabilidade ambiental. Sabe-se também como já foi salientado, que muitos empreendimentos já buscavam essa certificação de forma autônoma mais que agora essa ferramenta vai adquirir uma maior padronização, de modo a garantir uma melhor qualificação dos serviços a serem oferecidos.
É claro, que um sistema como esse demandará uma implantação progressiva até sua total abrangência, porém concerteza o mercado hoteleiro e seus consumidores só tem a ganhar com esse novo padrão. (Luiza Galvão)
Penso ser válido o incentivo à certificação como forma de promover melhorias na hotelaria brasileira, porém creio que deva-se considerar alguns fatores:
1.A classificação facilita a identificação dos serviços oferecidos pelo estabelecimento, porém não garante, por exemplo, que os funcionários sejam bem treinados para lidar com situações delicadas. A classificação não garante que o estabelecimento saiba lidar de maneira correta com pessoas, por exemplo, com algum tipo de deficiência física.
2. O público pode até procurar por meios de hospedagem que tenham classificação, mas isto não significa que escolherá apenas o que tiver classificação. Como visto na palestra da professora Karina Solha,na última sexta-feira (27) o comportamento do turista está mudando e a opinião de quem já se hospedou em determinado local está se tornando cada vez mais importante.
3. Em compensação, a classificação traz uma segurança muito maior para operadores e agências venderem os meios de hospedagem e isso pode colaborar, em especial, na venda de pacotes turísticos fechados ao turista, onde ele não tem a opção de escolher o hotel. No desejo de que seu negócio continue classificado o hoteleiro tenderá a manter os serviços no modelo da classificação, evitando surpresas desagradáveis aos hóspedes que compraram diárias com determinado serviço e no final não o teve. Isto é mais credibilidade para agências, operadoras e setor da hotelaria.
4. Porém a classificação pode levar a acomodação, se partirmos do princípio que a classificação é fator determinante na escolha. "Eu já sou classificado, pra que pensar em melhorias, inovações? Pelos padrões, já está tudo ótimo!" E com isto perdemos força junto a outros mercados que, com um pensamento diferente, buscarão estar sempre atentos as mudanças de comportamento e interesse do consumidor.
5. Como bem falado por Jose, a maior parte de nossos empreendimentos hoteleiros possuem gestão familiar e uma parte maior ainda não possuem pessoas que tenham formação em Hotelaria, Turismo e afins em seus cargos de comando, o que dificulta muito o rápido entendimento do real propósito da classificação e em que ela pode ser útil.
Quero deixar claro que sou a favor da classificação pois seus benefícios são claros, como visto nos comentários postados acima. Contudo, como explanado neste post, não posso vê-la como a grande solucionadora dos nossos problemas neste setor. É um passo importante mas ainda terão que ser dados muitos outros para atingirmos grau de excelência em hospedagem. Por isso, comemoremos a classificação, mas não nos vislumbremos. (Priscila Galvão)
Priscila, concordo com você! E com a professora Karina Solha quando ela fala da mudança de comportamento dos consumidores e das ferramentas oferecidas pela internet e pelas redes sociais para as 'classificações" dos empreendimentos turísticos! O consumidor passa a ter interação e força para poder ele mesmo classificar os empreendimentos! Meninas o Post foi ótimo, mas acredito que precisamos esclarecer melhor alguns pontos, em alguns momentos dos textos de vocês percebi que há uma certa "confusão" em relação aos conceitos de certificação e classificação. Quem saberia explicar a diferença? Precisamos ter isso bem definidos na cabeça! GOstaria que vocês escrevessem o que entendem sobre os dois conceitos, sem muita preocupação se está certo ou errado, apenas para eu verificar o entendimento de vocês! Amanhã passo por aqui e vejo se vocês responderam algo ok? Parabéns pelos comentários e pelo Post. Com certeza já utilizarei a nova classificação nas aulas do próximo semestre! Um grande beijo e uma ótima semana!
A hotelaria brasileira dá um grande passo para sua organização e efetivação no mercado mundial:
Com a Copa de 2014 e Olimpíadas no Rio de Janeiro em 2016, o Brasil conseguiu caminhar no setor hoteleiro, pois elaborando uma classificação hoteleira atualizada e com padrões e análises realizadas por estudiosos e empresários brasileiros poderemos concorrer e almejar um nível de excelência em nossos serviços. O público ganhará com qualidade em serviço e padrões físicos, como os meios de hospedagem poderão ganhar eficiência e padronização de seus serviços.
Pois é de extrema importância que tanto o publico como os meios de hospedagem que se encontram no Brasil possam ter uma classificação que siga um perfil atualizado. Porém se faz necessário por meio do empresariado desse setor colocar essa classificação em prática e renovar perfis e pensamentos comuns a esse meio, comum dificuldades nos recursos humanos, padronização dos serviços, qualidade no atendimento, entre outros.
Também é interessante que aja um auxilio por parte do ministério do turismo com esses estabelecimentos, pois é necessário que se tenha um acompanhamento da implementação dessa classificação para que não se tenha a criação de uma classificação que não seja implementada pelos meios de hospedagem, já que a prática não é de caráter obrigatório. (Vitória Cunha)
Professora, acredito que a classificação é o instrumento simbolizado por estrelas e que indica um referencial para quem busca conforto,qualidade e outros serviços. De acordo com a ABIH as categorias prevêem diversos tipos de empreendimentos, indo de uma a cinco estrelas, além do cinco estrela super luxo.
Já a certificação, objetiva o alcance de padrões previsto nas normas ISO, onde a apartir dela o segmento hoteleiro deverá promover a melhoria de qualidade dos serviços prestados, além de especializar a mão de obra que está sendo usada. (Luiza Galvão)
Em minha opinião:
A certificação é fornecida, em geral por um órgão responsável por verificar o cumprimento das normas estabelecidas para determinada atividade, no caso serviços de hospedagem. Já a classificação pode ser composta por qualquer símbolo ou nome que sirva de referência para o cliente em termos de conforto e serviços. Pode ser composto por estrelas, como aqui no Brasil, ou por outros símbolos como luas ou sóis, além de nomes como Luxo ou Basic, de acordo com a proposta da empresa, associação hoteleira ou outra instituição que esteja responsável pelos meios de hospedagem de determinada localidade (Ex.: MTur, ABIH etc.), sem a obrigatoriedade da adoção. (Priscila Galvão)